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Largo do Beco

O mundo num beco. A cultura num blogue.

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Divulgação

 

Tive de dormir sobre o assunto para poder escrever algo que não fosse censurado. Ora vamos lá então refletir sobre a Eurovisão.

Israel ganhou e Portugal ficou em último. Resumidamente é isto. A música saída do capoeiro, e que é vista como uma espécie de hino feminista com uma letra duvidosa, ganhou o Festival da Eurovisão. Para o ano, a festa vai ser em Israel. Vai ser sempre a bombar!

Portugal não merecia ter ficado em último. A música composta pela Isaura e interpretada pela Cláudia Pascoal era muito bonita e com uma boa mensagem. Boa mensagem também tinha a Itália, com boas vozes e um sentido de consciencialização que gostei de ver na Eurovisão.

Eu bem sei que as pessoas acham que a Eurovisão é aquele freakshow com músicas fast foodfireworks, mas eu, neste ponto, estou muito de acordo com o Salvador. Porque é que esta não pode ser uma oportunidade para mostrar à Europa (e cada vez mais ao mundo) a boa música que se faz? Eu vejo o Festival desde que me lembro de existir e desde cedo que me pergunto porque é que as músicas que lá vão são tão diferentes de tudo o resto mas iguais entre si? Não me interpretem mal: eu aprecio um bom desfile de criaturas estranhas com sonoridades manhosas (e como eu adoro regressar à atuação de Verka Serduchka de 2007).

Por esta altura, acho que já se percebeu que eu não estou feliz com a vitória da Netta Barzilai e do seu Toy. Primeiro: Isarel não pertence à Europa, mas isso são pormenores. A Austrália está lá e ninguém se importa. A Netta parecia-me a Björk misturada com a loja do chinês. Mas hey!, é a Eurovisão! Todos sabemos os conflitos que há em Israel e que isto da Eurovisão tem sempre interesses políticos por trás. Vamos não levar isto muito a sério. De qualquer forma, parabéns à Netta e a Israel. 

Quem está de parabéns a sério, no meio disto tudo, é a RTP. Que belo espetáculo que foi preparado ao longo do último ano e que culminou na última semana. A escolha das apresentadoras foi acertada, embora eu tivesse medo que a Catarina Furtado arruinasse tudo com as saídas que, por vezes, tem. Foi gozada na Internet pelo seu inglês mas e se falasse em português e cada país que traduzisse lá na língua deles? O inglês dela nem era assim tão mau. Na verdade, o da Sílvia Alberto era bem pior e as suas gargalhadas estridentes de pânico quando não sabia interagir com as pessoas foi bastante mais constrangedor de se ver. Claro que a Daniela Ruah com toda a sua elegância e humor assentou no espetáculo que nem uma luva e para quem duvidou que a Filomena Cautela ia ser a melhor, tomem e embrulhem! Ela é do caraças e ainda bem que as pessoas gostaram dela. Estão todas de parabéns. Portugal está de parabéns e toda a equipa envolvida no Festival da Eurovisão também!

Para o ano cá estamos para comentar mais momentos eurovisivos, se os radicais não rebentarem com tudo antes de o espetáculo começar. 

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