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Largo do Beco

O mundo num beco. A cultura num blogue.

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19.11.17

Jukebox do Largo: Queens of the Stone Age - vídeo novo, em julho no Alive, a fazer-me sofrer desde (quase) 1993


Joana Ribeiro Santos

Direitos Reservados

 

Mentira. Não me fazem sofrer desde 1993 porque só se formaram em 1996 e eu com 3 anos não ouvia coisa nenhuma.

Sim, o Jukebox do Largo desta semana (já lá vai quase um mês!) é sobre os míticos, os enormes, os para-lá-de-fantásticos Queens of the Stone Age. 

Escusado será dizer que são umas das minhas bandas preferidas de todos os tempos. Atualmente formada por Josh Homme, Troy Van Leeuwen, Dean Fertita, Michael Shuman e Jon Theodore, foram vários os músicos que, em alguma altura, fizeram parte da banda. Dave Catching é um dos rostos mais conhecidos, mas deixou de ser membro em 2000.

Na passada sexta-feira, a banda disponibilizou, finalmente, o vídeo do primeiro single do álbum Villains, lançado em agosto deste ano. O clipe ilustrativo de The Way You Used To Do só estava disponível para clientes da Apple Music, mas agora pode ser visto no canal oficial da banda e aqui:

Até então, para os comuns mortais, só estava disponível um vídeo com o behind the scenes que, na minha singela opinião, agrada mais do que o oficial. 

No entanto, como se o lançamento do vídeo não fosse emoção suficiente, no início desta semana, os QotSA foram anunciados como cabeça de cartaz do dia 13 de julho, no festival NOS Alive. Pois é aqui que entra o meu sofrimento. A banda já veio a Portugal algumas vezes, destaco o Rock in Rio, em 2014, em que eles abriram para os Linkin Park (entenda-se aqui a minha insatisfação para com este feito. Os QotSA não deviam abrir para ninguém. Só se fosse para os Queen) e quando foram ao Super Bock Super Rock, em 2013. Um ano a seguir ao outro, portanto. Foram dois anos seguidos em que fiquei em casa a vê-los na televisão, agarrada à almofada a chorar e a chamar nomes ao universo porque não me proporcionou oportunidade de os ir ver!

"Ó Joana, mais vale vê-los aqui em casa, no conforto do sofá do que estar lá apertada, no meio daquela gente toda. Até te fica de graça!" dizia a minha mãe perante o meu desconsolo. Fãs do rock e de música no geral sabem que não funciona assim. A confirmação deles no Alive partiu-me o coração porque:

1º - vocês sabiam que o preço dos bilhetes diários do NOS Alive aumentou 6€ em relação ao ano passado? Pois é! Um f*cking bilhete, para um dia, custa agora 65€! 

2º - quem foi ao Alive por amor à música sabe, e não neguem, que o Passeio Marítimo de Algés não é o local indicado para curtir. Não porque a música não é boa. Não é isso... passa por um conjunto de fatores que todos os anos me fazem jurar nunca mais lá voltar. Desde a (fraca) qualidade do som, aos poseurs que entopem os acessos porque estão sentados no chão durante concertos até aos preços exorbitantes praticados no recinto. 

Respira Joana. Tempo agora para colocar aqui uma música para me acalmar.

Na verdade, meus amigos, o que mais me chateia é que é quase certo que eu vou pagar 65€ para os ir ver. Porque eles valem a pena e eu não quero ficar, outra vez, a chorar em casa. É isso que me parte o coração! Os dilemas da vida. Quando o diabo ao ouvido ganha e tu nem tentas resistir assim tanto.

Se me apontassem uma arma à cabeça e me obrigassem a escolher um dos seus álbuns como o meu preferido, provavelmente diria que é o Lullabies to Paralyze, mas depois pensava que nada se compara à minha felicidade quando comprei o Songs For The Deaf por 4€ na Tubitek e então davam-me um tiro e acabava ali a minha agonia de escolher só um. 

É justamente no Songs For The Deaf que se encontra aquela que é, possivelmente, a música mais conhecida da banda. Foi a primeira música deles que ouvi. Lembro-me que estava a passar o vídeo na MTV e pareceu-me ver o Dave Grohl (Foo Fighters, Nirvana) na bateria. E era mesmo! Foi ele quem me fez parar o zapping para apreciar aquela obra de arte. Falo da No One Knows, hino obrigatório em todos os seus concertos. Com um dos vídeos mais bizarros de sempre, esta é uma das músicas da minha vida. Na altura comentei com o meu irmão que o vocalista era equisito e parecia um boneco de cera. Não posso retirar o que disse...

 

Josh Homme, também conhecido como o Elvis Presley ruivo, e sus muchachos lançaram Villains em agosto deste ano e é nesses temas que a passagem da banda pelo festival se irá debruçar. Ainda que não chegue ao bom rock psicadélico do Era Vulgaris ou Rated R, por exemplo, é um disco muito bom e de certo que constará em várias listas dos álbuns do ano. 

Com o segundo single do mais recente álbum me despeço e espero por vocês lá no Alive. Contrariada e com mixed feelings

 

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