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Largo do Beco

O mundo num beco. A cultura num blogue.

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07.11.17

50 anos de Ana Vieira exibidos no Centro de Arte de Bragança


Cláudia Paulo

Direitos Reservados

 

Dia 11 de novembro irá ser inaugurada a exposição Uma Antologia de Ana Vieira, no Centro de Arte Contemporânea Graça Morais, em Bragança. A exposição, que será inaugurada pelas 15h00 vai estar ainda em exibição até ao dia 25 de fevereiro de 2018.

Nesta coleção de criações estão reunidas várias obras da artista provenientes de diversas coleções públicas e privadas que representam os cinquenta anos da sua carreira artística. Uma Antologia foi criada relembrando outras duas coleções, apresentadas em 2011, no CAM - Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, e em 1998, no Museu de Serralves, no Porto.

No entanto, também participou noutras exposições colectivas e individuais, das quais se destacam: Alternativa Zero – Tendências na Arte Portuguesa Contemporânea, em 1977; em 2014 na Galeria Graça Brandão, em Lisboa, a exposição individual Inquietação e apresentou também em 2015 um projecto individual na SP Arte Fair, São Paulo, Brasil, com curadoria de Jacopo Crivelli Visconti.

Ana Vieira nasceu em Coimbra, em 1940 e faleceu em 2016, em Lisboa. Formou-se em pintura na Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa e criou novos contextos e novos conceitos de representação, alcançando, a partir da década de 1970, um lugar de destaque na vanguarda artística portuguesa. O seu processo criativo ficou marcado pelo desvio ao suporte do quadro pintado, levando-a a transgredir divisões entre a pintura e a escultura e a combinar diferentes meios e mecanismos de expressão.

Em 1985 foi galardoada com o prémio conjunto da AICA – Associação Internacional de Críticos de Arte e da SEC – Secretaria de Estado da Cultura e colaborou com companhias teatrais na construção dos figurinos e cenários das suas peças, como por exemplo Os Sequestradores de Altona, de Jean-Paul Sartre, no Teatro Tivoli em Lisboa, em 1979. Ambientes, Sala de jantar e Pronomes foram algumas da obras que a artista deixou e que fizeram crescer o património artístico português.

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