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Largo do Beco

O mundo num beco. A cultura num blogue.

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29.01.18

Concurso de Dramaturgia – Prémio Lucilo Valdez


helena margarida
No dia em que se assinalaram os 80 anos do nascimento de Lucilo Valdez, homem da cultura e do teatro, a Câmara Municipal de Viana do Castelo anunciou a criação do Concurso de Dramaturgia - Prémio Lucilo Valdez.
O prémio será a encenação e apresentação pública dos textos inéditos a concurso, no Teatro Municipal Sá de Miranda, a 26 de janeiro de 2019.
Lucilo Valdez nasceu na freguesia de S. Sebastião da Pedreira (Lisboa) a 26 de janeiro de 1938. Tornou-se “desenhador-publicitário” e ilustrador do jornal português “Economia & Finanças” destacando-se pelos retratos a tinta-da-china de políticos mundiais e pelas caricaturas e desenhos da capa.
O curso de desenho e pintura de Belas-Artes, na Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa permitiu-lhe aperfeiçoar a arte, deixando vários quadros pintados a aguarela, guache e tinta-da-china. O Teatro também faz parte do percurso de Lucilo Valdez que, no final de 1972, a convite da INATEL, desempenha as funções de animador de teatro em Viana do Castelo onde, ao longo dos cerca de vinte e oito anos, permanecerá e fará voluntariado associativo, pela fundação do “Grupo de Acção Cultural e Desportiva de Mazarefes”, hoje “Associação Social, Cultural e Desportiva da Casa do Povo de Mazarefes”.
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29.01.18

Obra de Raúl Brandão nas bancas com o “Público”


helena margarida
“Os Pescadores” de Raúl Brandão já está nas bancas com o jornal “Público”. A coleção de 8 obras será disponibilizada em parceria com editora A Bela e o Monstro.
Esta esta iniciativa, à qual se juntou a Câmara Municipal de Guimarães, decorre no seguimento das Comemorações dos 150 Anos do Nascimento de Raul Brandão, que se assinalaram durante o ano de 2017.
Cada volume nas suas edições originais fac-similadas será objeto, por parte de um especialista e amante da obra do escritor, de um texto crítico. António Carlos Cortez, Eugénio Vasques, Fernando Pinto do Amaral, António Valdemar, Maria João Reynaud, entre outros, são os nomes escolhidos.
A coleção está disponível desde o dia 27 de janeiro e será vendida, todos os sábados, com o Jornal Público. O primeiro volume da coleção foi a obra “Os Pescadores”, edição original de 1923. A restante coleção é composta pelas obras “A Morte do Palhaço e o Mistério da Árvore”, “A Farsa”, “Teatro”, “O Pobre de Pedir”, “Impressões e Paisagens”, “Jesus Cristo em Lisboa” e “Húmus”.
Recorde-se que, durante 2017, a Câmara Municipal de Guimarães promoveu a primeira edição do Húmus – Festival Literário de Guimarães, destinado a divulgar a obra de Raul Brandão por todo o país, com especial destaque para o meio escolar do concelho.
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29.01.18

Sátão promove Prémio Literário Cónego Albano Martins de Sousa


helena margarida
Estão abertas as inscrições para o Prémio Literário Cónego Albano Martins de Sousa, na modalidade de prosa, promovido pela Câmara Municipal de Sátão.
Podem concorrer com trabalhos inéditos todos os cidadãos nacionais, devendo os originais ser enviados, sob pseudónimo, pelo correio devidamente registado e com aviso de receção, até 30 de maio, ao Secretariado do Prémio Literário Cónego Albano Martins Sousa, Praça Paulo VI, 3560-154 Sátão.
O júri será constituído pelo Presidente da Câmara Municipal de Sátão, uma personalidade ligada à literatura oriunda do Concelho de Sátão e a Diretora do Agrupamento de Escolas de Sátão. Depois da apreciação dos originais, não haverá recurso das decisões. O anúncio da obra vencedora deverá acontecer até ao dia 03 de agosto de 2018.
O Prémio terá um valor de 2.550,00€ (dois mil quinhentos e cinquenta euros), correspondente às despesas respeitantes à primeira edição da obra premiada, num montante máximo até 2.300,00€ (dois mil e trezentos euros); a um máximo de duas menções honrosas, contempladas com €125,00 (cento e vinte e cinco euros); e é entendido como pagamento dos direitos de autor relativos à edição da obra premiada. A Câmara Municipal de Sátão deterá os direitos para a primeira edição do trabalho galardoado.
O regulamento deste concurso está disponível online.
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29.01.18

Agustina Bessa-Luís e Manuel Alegre na “corrida” ao Nobel da Literatura 2018


helena margarida
A Academia de Ciências de Lisboa, a convite do Comité Nobel da Academia Sueca, indicou os nomes de Agustina Bessa-Luís e Manuel Alegre para potenciais candidatos a Nobel de Literatura de 2018.
Agustina Bessa-Luís estreou-se como romancista em 1948, ao publicar a novela “Mundo Fechado”, mas seria o romance “A Sibila”, publicado em 1954 que constituiu um enorme sucesso e lhe trouxe imediato reconhecimento geral. Vários dos seus romances foram adaptados ao cinema pelo realizador Manoel de Oliveira, com quem manteve uma relação de amizade e de colaboração próxima. A autora escreveu até o momento mais de cinquenta obras, entre romances, contos, peça de teatro, biografias romanceadas, crónicas de viagem, ensaios e livros infantis. Foi traduzida para alemão, castelhano, dinamarquês, francês, grego, italiano e romeno. Desde julho de 2006, pouco depois de terminar a sua última obra, A Ronda da Noite, que Agustina Bessa-Luís deixou de escrever e se retirou da vida pública, por razões de saúde. Em 2017 Agustina Bessa-Luís viu serem reeditados vários dos seus títulos pela Relógio D’Água.
Manuel Alegre para além da atividade política, é um literário, quer como poeta, quer como ficcionista. Entre os seus inúmeros poemas musicados contam-se a “Trova do vento que passa”, cantada por Adriano Correia de Oliveira, Amália Rodrigues, entre muitos outros. Em abril de 2010, a Universidade de Pádua, em Itália, inaugurou a Cátedra Manuel Alegre, destinada ao estudo da Língua, Literatura e Cultura Portuguesas. Pelo conjunto da sua obra recebeu, entre outros, o Prémio Pessoa (1999) e o Grande Prémio de Poesia da Associação Portuguesa de Escritores (1998). Manuel Alegre lançou em 2017 “Auto de António”.
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26.01.18

RTP: Nuno Artur Silva sai da administração


Bruno Fernandes

RTP

 

O Conselho Geral Independente (CGI) da RTP anunciou a recondução de Gonçalo Reis como presidente do Conselho de Administração. Em comunicado, o CGI anunciou também a saída de Nuno Artur Silva e Cristina Vaz como administradores. Gonçalo Reis tem agora que apresentar um novo Projeto Estratégico para a estação para o próximo triénio 2018-2020, sendo que a atual administração termina o mandato já no próximo mês de fevereiro.

Nuno Artur Silva tinha a área dos conteúdos a seu cargo enquanto que Cristina Vaz tinha a área financeira.

Participação nas PF é a causa da saída

Nuno Artur Silva mantinha uma participação nas Produções Fictícias (PF), proprietária do Canal Q. Aquando o assumir de funções por parte de Nuno Artur Silva, este comprometeu-se a vender a sua participação nas PF, algo que não aconteceu. Segundo o Expresso, citando o GCI, manteve-se a "irresolução do conflito de interesses entre a sua posição na empresa e os seus interesses patrimoniais privados", apesar de o GCI "não ter verificado que isso tenha sido lesivo da empresa, no decurso do seu mandato".

Cristina Vaz é destacada pelo CGI como tendo um papel numa "gestão empresarial eficiente, que se saldou pelo equilíbrio das contas e pela estabilização financeira, ao longo dos três anos de mandato".

Já se falam em nomes para suceder a Artur Silva

A N-TV, durante a noite desta quinta-feira, começou a avançar com nomes para suceder Nuno Artur Silva no pelouro dos conteúdos. A reportagem refere que são nomes "que se ouvem nos corredores" mas não deixam de ser nomes "em cima da mesa".

Um dos trabalhadores da estação pública referiu à revista digital que "a RTP é uma empresa muito rica em recursos humanos e gente de grande qualidade e com enorme experiência, que pode vir a ocupar as funções, sem cedências a outro tipo de interesses que não os do serviço público", sendo que a mesma fonte avança que Rui Pêgo "pela sua história na empresa e pelo conhecimento que tem do meio, seria uma belíssima escolha". Já outra fonte anónima refere Joaquim Vieira, presidente do Observatório de Imprensa e colaborador da empresa. "É um homem da comunicação, com uma dimensão cultural vasta, que pela sua idade [tem 67 anos] poderia ser uma mais-valia para a empresa", refere. Pedro Norton, atual administrador executivo da Fundação Gulbenkian, é também falado: "é um gestor cuidadoso e que teve um papel importante numa fase muito difícil da SIC", refere um dos profissionais da estação.

Outro nome em cima da mesa é o de Nuno Santos e que a reportagem refere ser o "mais falado". O profissional foi diretor de programas e, mais tarde, de informação do canal público. "O Nuno é talvez o profissional mais completo do mercado português. E os últimos anos fora do país, na África do Sul e em Espanha, deram-lhe uma maior dimensão de negócio", referiu um elemento do departamento de programação. Um jornalista da estação pública acrescentou que Santos "tem pensamento estratégico, sabe o que é o serviço público, conhece o mercado nacional e internacional, e é sobretudo um homem que mobiliza, que entusiasma".

Apesar deste nomes se ouvirem nos corredores, há ainda a possibilidade de Gonçalo Reis chamar a si o pelouro dos conteúdos ou, por uma questão de "paridade", o pelouro ser entregue a uma mulher.

A reportagem refere que todas as fontes pediram anonimato.

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