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Largo do Beco

O mundo num beco. A cultura num blogue.

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30.11.17

Adeus aos meus amores que me vou p'ra outro mundo


Joana Ribeiro Santos

Direitos Reservados

 

Morreu o Zé Pedro. O Zé Pedro dos Xutos. Que estupidez!

Não há português nenhum que não saiba quem são os Xutos&Pontapés. A banda mítica, transversal a todas as gerações. De miúdos a graúdos todos sabem, pelo menos, cantarolar um ou outro verso. Os Xutos estão para o Rock como a Amália para o Fado e o Eusébio para o futebol, mas o Zé Pedro não vai para o Panteão.

Guardião do Rock, Keith Richards português. Viveu como quis e bem lhe apeteceu. Viveu como uma rock star. Desde miúda, quando ainda nem sabia que o rock ia ser o modo de vida que me esperava, que queria "ser fixe como o Zé Pedro dos Xutos".

Nunca privei com ele. Vi-o pela primeira vez em 2014, no Super Bock Super Rock, no seu concerto em homenagem ao Lou Reed. Levou com ele um elenco incrível de bons músicos portugueses. Como nos filmes, em plano contrapicado, estava Deus no céu e o Zé Pedro no palco. Fiquei extasiada com a presença daquele homem, do meu ídolo! O seu sorriso era uma constante. Parecia olhar para cada um daqueles espectadores e tocar-lhes a alma com uma doçura um tanto desconcertante. Afinal, pode um homem do rock ser tão incrível? Pode.

Quem teve a honra de conviver com o Zé Pedro conta pormenores maravilhosos sobre a personalidade dele. Desde a notícia avançada pelos média esta tarde, foram vários os estados de pesar partilhados por nomes conhecidos da música portuguesa. Todos tecem comentários à volta da sua bondade e força de viver.

Custa-me ter perdido um ídolo. Custa-me este luto coletivo. Custa-me porque o Zé Pedro amava a vida e lutava por ela com unhas e dentes. Vi os Xutos ao vivo este verão. Estava tão feliz, tão deslumbrada pela presença daquelas lendas vivas que nem reparei no estado débil do Zé. Tive um pressentimento estranho. Mas os Xutos continuaram e acabaram a tour há pouco tempo. O Zé Pedro provou que aguentava tudo. Era um guerreiro. Débil mas sorridente, desfilava nos palcos a distribuir "olás" pelas pessoas. Acenava a todos os que lhe acenavam. Quando desceu do palco, transformou-se. Estava visivelmente cansado e abatido, mas sorriu-me. Eu sorri de volta. "Olá Zé Pedro! Sou tua fã desde que me lembro! Um dia quero ser fixe como tu", ficou por dizer, na minha cabeça. Vi-o ir embora.

Morreu o Zé Pedro. O Zé Pedro dos Xutos. Tenho tanta pena!

Que vida malvada, que estupidez! Ele ia começar os tratamentos em breve...

O Zé Pedro, dos Xutos, é uma lenda e as lendas não morrem. O Rock não é feito de marginais. É feito de homens bons e o Zé Pedro era um homem bom. 

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30.11.17

Não Sou a Única a Olhar o Céu


helena margarida

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Enquanto a Noite Cai, escrevo À Minha Maneira. Com uma Sensação de Medo, a Faca no Coração e num Estado de Dúvida. Morte ou Vida…como é possível depois de tanto Remar, Remar! Lanço Moeda ao Ar e desejo que a notícia que recebi na Minha Casinha em Alta Rotação seja uma Estupidez.

Num Perfeito Vazio, Gota a Gota, o sangue começa a circular-me de novo nas veias e, desperto da Teimosia do não querer acreditar. E é já com o meu Mundo ao Contrário, Sem Eira Nem Beira, que ganho a consciência de que O que Foi não Volta a Ser.

A Busca pela música nacional, quando eu era Pequenina, levou-me até aos Contentores dos Xutos&Pontapés. Não N’América mas em Esta Cidade, onde o Voo das Águias não passa mas as Sirenes tocam, tive oportunidade, mais tarde, de te conhecer. Num Cerco cerrado que fiz ao Miguel Candeias. Meu colega de Rádio. Teu amigo de sempre e Para Sempre. Sem Dados Viciados mas com a Carta Certa, consegui que nos apresentasse. Assim foi. Num concerto de Amor com Paixão. Pequeno Pormenor.

Antevias-me um Futuro que Era Brilhante. Disseste-me num Doce Murmúrio, cheio de Doçuras. Lembro-me que te respondi com uma Sombra Colorida um: Conta-me Histórias. Nós Dois conversámos, rimos, tirámos uma fotografia e fizeste-me prometer que, na semana seguinte, iria à Queima das Fitas do Porto para que, no final do concerto dos Xutos, me autografasses essa fotografia. Guardo-a até hoje que já sou Mãe, junto de outras que já tenho tuas com os meus filhos. Foi numa época em que vivias num Pêndulo e todos diziam como se fossem a Voz do Dono da verdade: Ai Se Ele Cai… Gente de Merda! Melgas, Andarilhos lambe- botas. Mas a realidade é que embarcavas numa Morte Lenta, amarrado com Cordas e Correntes numa Prisão em Si.

Um Tonto de sorriso fácil, de uma generosidade que não existe em mais Lugar Nenhum.

Hoje sei que Não Sou a única A Olhar o Céu. A não conseguir suster este Grito Mudo na garganta. Homem do Leme, que Vida Malvada é esta que te levou num Barco Grego deste Circo de Feras?

Este Mundo é Teu, Comendador da Nação.

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30.11.17

Morreu Zé Pedro dos Xutos & Pontapés


Bruno Fernandes

Divulgação

 

Zé Pedro, membro dos Xutos & Pontapés, morreu esta quinta-feira vítima de doença prolongada.

Segundo várias fontes, o guitarrista morreu em sua casa em Lisboa.

Zé Pedro sofria de hepatite C e, no início deste mês, anunciou que iria começar um "novo tratamento"

Tinha 61 anos.

em atualização

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29.11.17

“FIGURAS” de Nélia Duarte nos Antigos Paços do Concelho de Lagos


helena margarida

Direitos Reservados

Nélia Duarte expõe até ao dia 30 de dezembro nos Antigos Paços do Concelho de Lagos os seus trabalhos artísticos onde mostra um conjunto de óleos s/ tela e pastel de óleo s/tela. A exposição "Figuras" pode ser visitada de segunda a sexta entre as 09h00 e as 17h00.

Natural da Vila do Bispo, Sagres, reside em Lagos onde estudou e trabalha. Desempregada em 2013, curiosa e autodidata, começa a desenhar e pintar, preferencialmente a pastel e óleo e, sem utilizar modelos ou esboços, idealiza, muitas vezes influenciada por sugestão literária, outra das suas grandes paixões. Assim, recorre de uma forma espontânea e reiterada à representação humana nas suas obras, num exercício apaixonado que vai para além das técnicas e conceitos formais interpretando a cor de uma forma, por vezes, exuberante.

Entre 2014 e 2016 faz um curso de Multimédia e experimenta novas abordagens às artes visuais, nomeadamente o design audiovisual com trabalhos de animação 2D e 3D recorrendo ao desenho digital.

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29.11.17

“O Contineralismo Poético – Horizontes Novos” de Timo Dillner para visitar no Centro Cultural de Lagos


helena margarida

Direitos Reservados

A exposição de pintura, escultura e poemas de Timo Dillner está patente no Centro Cultural de Lagos até ao dia 30 de dezembro. A mostra intitulada “O Contineralismo Poético – Horizontes Novos” ilustra a globalização, as descobertas de novos mundos, as viagens pelas terras desconhecidas, “mas em maior parte ilustra a descoberta de novos horizontes dentro de nós.”

Timo pretende com este projeto “Novos Horizontes” dar a conhecer através do vídeo/instalação “VOCADO”, da pintura e da escultura, a sua perspetiva das viagens a lugares desconhecidos do Infante D. Henrique, sendo esta figura da história uma das mais importantes do início da era das descobertas – conhecido como o Infante de Sagres ou o Navegador.

“A exposição mostra o Infante Henrique como pessoa que simboliza o abrir de portas fechadas e que assim alargou perspetivas de vista para a realização da vida humana em geral. As pinturas, os poemas, as esculturas e os desenhos da exposição apanham e perseguem essa ideia. As chaves para muitas portas fechadas estiveram sempre nas nossas próprias mãos.”

Timo Dillner nasceu em Wismar (Alemanha) em 1966. Entre 1985 e 1989, concluiu os seus estudos universitários em Greifswald e entre 1989 e 1998 foi assistente no Museu de Arte Contemporânea em Cottbus. Vive há mais de 17 anos em Bensafrim e sempre se dedicou ao mundo das artes – pintura, escultura e literatura.

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